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PODCAST

capixabinha FM

Conversa entre gerações:   Histórias de Territórios Capixabas

Isabelly

Primeiro Episódio

Isabelly é seu nome. Tem 15 anos, é Tupinikim, mora num território indígena chamado Caieiras Velha, em Aracruz-ES.

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Dança das Mulheres Guerreiras na festa de Resistência Indígena de 2022.Foto da:  ASSOCIAÇÃO INDÍGENA TUPINIKIM DE CAIEIRAS VELHA https://mapa.cultura.es.gov.br/agente/16152/

Sobre

Tupinikim do Espírito Santo: ÚLTIMOS DO BRASIL.

E provavelmente, junto com o povo Tupinambá (da atual Bahia), alguns dos últimos representantes sobreviventes dos povos Tupi da costa, que habitaram grande parte do litoral brasileiro por mais de 2.000 anos.

Vale lembrar aqui que a expansão Tupi, protagonizada, dentre outros, pelos Tupinikim, foi uma das maiores expansões linguísticas da humanidade.

Nesse sentido, os Tupinikim são os descendentes desses povos migrantes que ocuparam grande parte do Brasil e se espalharam por mais de 4.000 quilômetros em diversas direções a partir do seu ponto de origem no oeste da região amazônica.

​Fonte: Hunemeier, 2022 apud Revista APEES, Nº 11.

Foto: Diego Nunes

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About
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Segundo Episódio

Açucena tem 12 anos, é Cigana Calon e mora num acampamento em Cariacica/ES.

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Caderno Metodológico dos

Povos Tradicionais

Sobre

CIGANOS CALON 

Etnia da maioria dos ciganos do Brasil

 

 

 

Segundo dados do ano de 2024 da Gerência de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (GEPIR), da Secretaria de Direitos Humanos do estado do ES , a população cigana presente no estado estaria concentrada nos municípios de Serra, Fundão, Praia Grande, São Mateus, Colatina, Guarapari e João Neiva, sendo majoritariamente da etnia calon. Os ciganos calons presentes no Brasil vieram, principalmente, de Portugal e se estabeleceram no continente latino-americano a partir do século XVI.

 

Tanto em Portugal quanto no Brasil enfrentam, desde essa época até o presente, grande discriminação e perseguição, com uma história marcada pela marginalização e a busca por assimilação. Embora o degredo, prática penal portuguesa de expulsão que trouxe muitos ciganos ao Brasil, tenha sido muito doloroso, também possibilitou a sobrevivência e a adaptação cultural de muitas práticas dos calons no território nacional.

 

O calão, dialeto romani influenciado pelo galego e pelo português, é uma parte fundamental da identidade calon. No Brasil, essa língua é chamada de chibi. A cultura calon é híbrida, incorporando elementos indianos, portugueses e indígenas, refletindo um rico entrelaçamento de tradições.

Fonte: Caderno Metodológico dos Povos e Comunidades Tradicionais. VIEIRA, Emanuel M.A.p. 20.

Foto de Diego Nunes.

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Terceiro Episódio

Kemelly. Tem 15 anos, é da Comunidade Pomerana de Santa Maria do Jetibá e  mora na zona rural. 

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Foto: Setur/ES. 2016.

Sobre

POMERANOS

Entre a Suécia, Polônia e a antiga Prússia estava a Pomerânia.  Estão no Espírito Santo as comunidades mais pomeranas do mundo, pois quase metade dos seus descendentes reside nesse estado e é onde a língua continua a ser usada com muita fluência.

Quando os primeiros pomeranos/as vieram para cá (1859), a região da atual Alemanha era formada por 36 províncias, cada uma com sua língua e sua identidade cultural.  Quando ocorreu a  unificação da Alemanha em 1871, houve a imposição do alemão aos territórios que até então eram a Pomerânia, mas aqui no Brasil a língua continuou a ser falada, principalmente nas zonas rurais. Sendo assim,  a língua, a cultura e as três religiões básicas: confissão luterana, luterana e católica foram fatores de preservação da sua identidade e união do grupo.

História do Espírito Santo, de LEITE, T.H,  2025, p.74.

Fotos de Diego Nunes

 

 

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Quarto Episódio

Sheron. Tem 15 anos, é brincante do Boi Pintadinho e da Vaca Furiosa, cultura do Carnaval de Muqui, cidade histórica do interior. Sul do ES.

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Boi Pintadinho. Carnaval de Muqui. Foto de Douglas Bonella, 2025

Sobre

BRINCANTES DO BOI PINTADINHO 

Atualmente, Muqui conta com 22 grupos de Bois Pintadinhos, incluindo dois grupos de Vacas, entre eles a tradicional Vaca Mocha e a mais novinha Vaca Furiosa, blocos compostos principalmente  por mulheres, além dos Bois Mirins, voltados ao público infantil. 

Durante o carnaval, os bois — confeccionados artesanalmente com madeira, tecidos coloridos e pinturas vibrantes — percorrem as ruas históricas de Muqui acompanhados por músicos, foliões e personagens tradicionais. Marchinhas, cantigas populares e ritmos regionais embalam os cortejos, enquanto moradores e turistas participam ativamente da brincadeira, dançando e interagindo com os personagens. O boi simboliza força, alegria, resistência cultural e renovação, elementos profundamente ligados à identidade do povo muquiense.

O que torna o Carnaval do Boi Pintadinho ainda mais especial é seu caráter coletivo, comunitário e intergeracional. Famílias inteiras participam da confecção dos bois, da organização dos grupos e da transmissão dos saberes culturais, garantindo a continuidade de uma tradição que atravessa gerações.

Página da SECULT, 2026.

 

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Quinto Episódio

Isabela. Quilombola, tem 9 anos e mora em Jaguaré, norte do ES.

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Reis de Boi da Família Laudêncio.

Jaguaré/ES

Sobre

QUILOMBOLAS

O Espírito Santo possui uma estimativa de 87 localidades quilombolas, distribuídas em 28 municípios. Os municípios com maior número de localidades quilombolas são Conceição da Barra e São Mateus.

Integrando pela primeira vez um Censo Demográfico em 2022, a população quilombola do estado carece de visibilidade.

Apesar da Constituição de 1988 garantir o direito à titulação das terras que ocupam, as comunidades quilombolas enfrentam longos processos burocráticos. A maioria ainda não conseguiu a titulação das terras onde vivem.

Fotos de Diego Nunes

 

 

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Sexto Episódio

Isis, 13 anos, desde bebê mora em região de Pescadores Artesanais da Grande Vitória.

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 filme Marés (2022)   de Thais Helena Leite

Sobre

REGIÃO DE PESCADORES ARTESANAIS

Recanto da Sereia, localizado no extremo norte de Guarapari, faz parte da área de abrangência da APA de Setiba (Área de Proteção Ambiental Paulo César Vinha), situada no Espírito Santo. A região é uma zona de amortecimento de impactos ambientais que se estende entre Guarapari e Vila Velha. 

Pontos importantes sobre a região:​

  • É caracterizada por praias de tombo, vegetação de restinga e pesca artesanal.

  • Economia Azul: A pesca artesanal é fundamental para a economia local, mantendo a tradição e o sustento de famílias.

  • Segurança Alimentar: A atividade garante alimento fresco e de qualidade para a comunidade local e mercados.

  • Sustentabilidade: A pesca de pequena escala é reconhecida por ser mais sustentável, com menos resíduos e menor impacto ambiental.

 

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Sétimo Episódio

João Pedro, 12 anos, representando o noroeste do ES: Baixo Guandu.

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Torneio de Bocha. Praça São Pedro

Baixo Guandu/ES

Sobre

NOROESTE DO ES

A Companhia Territorial era a empresa que desde 1923 demarcou, loteou e vendeu terrenos na região  para mais de 1.300 famílias, cerca de 10.000 assentamentos. Eram em sua maioria brasileiros, mas também ocuparam a região imigrantes italianos, alemães, portugueses,  espanhóis,  poloneses, sírios e russos. Dentre os brasileiros, muitos eram descendentes de imigrantes, que já estavam no Espírito Santo, principalmente na região de Santa Teresa, Demétrio Ribeiro – atual Ibiraçu, como também na área onde é hoje Alfredo Chaves.

“Essa expansão corresponde aos atuais municípios de Baixo Guandu, Pancas, São Gabriel da Palha, Linhares e Colatina” (Revista Nossa, sd, p.7)

 

 

 

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